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    Arqueologia  
 

Arqueologia Mesoamericana



A Mesoamérica é uma área cultural que se define pela presença de sociedades com diversas formas de organização - incluindo as cacicais e estatais - que se caracterizam, sobretudo, pela existência de uma agricultura intensiva, um comércio desenvolvido e uma política expansiva baseada na cobrança de tributos. Estende-se desde o México Central até as porções ocidentais de Honduras e El Salvador, incluindo Belize e Guatemala.

Entre as tantas culturas que floresceram na região, dentro de um longo período de desenvolvimento cultural, podemos citar algumas das mais conhecidas: Maia, Asteca, Teotihuacana, Tolteca, Zapoteca, Mixteca, Tarasca, Olmeca e Totonaca.
Basicamente quase tudo o que se sabe sobre estas e outras culturas, deve-se fundamentalmente ao estudo dos vestígios materiais deixados por elas. A análise dos centros cívico-cerimoniais, assim como das estruturas residenciais, o estudo dos padrões de assentamento, dos depósitos de oferendas e funerários e a análise tanto de objetos simbólicos quanto os de uso cotidiano, são algumas das fontes de informação para os arqueólogos.

Uma outra fonte de estudo fundamental é o sistema de escrita - pictoglífico ou hieroglífico - e o sistema calendárico, baseado na contagem do ano sazonal de 360 dias, do ano ritual de 260 e do ciclo de Vênus de 584 dias, entre outros, utilizados por diversas culturas mesoamericanas. Estes sistemas foram registrados usualmente em suportes arquitetônicos como estelas ou colunas, ou nos amoxtli (Códices), livros em forma de biombo elaborados em papel amatl e pele de veado, alguns dos quais – em especial, aqueles pertencentes a culturas tardias - foram preservados da destruição dos frades espanhóis, por representar, segundo estes, crenças 'demoníacas' e 'idolátricas'.

A existência de uma grande quantidade de população indígena remanescente faz com que esta área seja particularmente promissora ao estudo da Etno-Arqueologia, uma modalidade que busca confirmar o vínculo entre populações indígenas atuais e seus antepassados arqueológicos, com o fim de interpretar a cultura desses últimos à luz das culturas atuais.

Finalmente, para as culturas tardias, os arqueólogos podem contar com as crônicas espanholas do século XVI, bem como os textos indígenas traduzidos ao alfabeto latino por escritores indígenas 'alfabetizados', durante o primeiro século de colonização.

A disponibilidade de uma documentação variada oferece inúmeras possibilidades de estudo, e o cruzamento dos diferentes tipos de fontes pode ser extremamente esclarecedor na interpretação dos dados, constituindo uma das características essenciais da Arqueologia Mesoamericana.

 
 
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