| |
Profa. Dra. Silvana Trombetta
A ARQUEOLOGIA E O TEMPO: OS SIGNIFICADOS DO EFÊMERO,
DO PERPÉTUO E DO CÍCLICO NAS IMAGENS DOS MOSAICOS ANTIGOS.
The Archaeology and the Time: the meanings of the ephemeral, perpetual
and cyclical in the ancient mosaics.
Resumo: os mosaicos das províncias romanas retratam o tempo cíclico,
como é possível observar nos pavimentos que figuram as estações
do ano e o tempo eterno, sem limites (como por exemplo, nas imagens do
deus Aion). A representação do tempo nos mosaicos antigos
possui também outro propósito: perpetuar os atos humanos
e demonstrar o poder da elite.
Palavras chave: tempo, imagem, mosaicos, Roma, províncias.
Abstract: the mosaics of Roman provinces, show the cycles of the time
in the images of the seasons and the eternal time, without limits (for
example, in the images of Aion). The representation of the time in ancient
mosaics has another purpose: perpetuate the human acts and to demonstrate
the elite power.
Key words: time, image, mosaics, Rome, provinces.
1- INTRODUÇÃO – OS MÚLTIPLOS SENTIDOS DO TEMPO
Os pavimentos em mosaico elaborados durante a Antigüidade retratam
o tempo cíclico, presente em painéis que figuram as constantes
renovações proporcionadas pelas estações do
ano e o tempo eterno, sem limites em sua incessante periodicidade, como
é possível observar nas imagens pavimentais do deus Aion
(fig.1). A representação do tempo nos mosaicos possui também
outra conotação – o tempo serve para perpetuar os
feitos humanos, transformando instantes fugazes em perenes. Há
mosaicos romanos do norte da África nos quais são figurados
indivíduos da elite norte-africana ou os jogos por eles ofertados
à população, de modo a gravar a generosidade de um
gesto que, se não fosse figurado, seria esquecido devido à
própria natureza das ações humanas, que se não
perpetuadas em documentos materiais ou textuais que as registrem ou se
não constantemente rememoradas (através de cultos, ritos),
existiriam durante um definido espaço de tempo na mente de seus
contemporâneos, mas não sobreviveriam na lembrança
das gerações vindouras.
As imagens das estações do ano, figuras imbuídas
de um duplo sentido – o eterno e o cíclico – possuem
inúmeros significados. Sua presença nos pavimentos pode
estar relacionada às corridas de carro, às divindades mitológicas,
aos trabalhos agrícolas. Dois mosaicos em forma de calendário[1]
provenientes das províncias romanas da Gália (na região
de Narbona) e Norte da África (localidade de El Jem) constituem
documentos inigualáveis sobre a natureza e o ritmo das atividades
agrícolas. O mosaico gaulês da região de Narbona (fig.2),
pertencente ao século II d.C., é célebre pelas várias
atividades rurais em forma de calendário. As cenas retratadas no
mosaico (semeadura das favas, moagem de grãos no moinho, transporte
do estrume, cozimento do pão, fabricação de cestos,
enxerto de árvores, recolhimento de ramos mortos, coleta de maçãs,
vindimas, pisoteamento das uvas, aradura dos campos, coleta das olivas,
unção de potes, prensagem das olivas), conectam-se às
figuras das estações do ano e às imagens de culto.
Os cultos divinos aparecem relacionados às épocas em que
ocorrem (culto ao deus galo-romano Júpiter-Taranis ou à
deusa Rigani-Cantismerta – verão; sacrifício aos deuses
Lares e a festa dos mortos – inverno). As figuras das estações
do ano, representadas na parte superior do pavimento, marcam a presença
do trabalho agrícola nos ciclos anuais.
Embora a própria representação em si do trabalho
agrícola faça uma referência implícita às
estações em que ocorrem (por exemplo: pisoteamento das uvas
– outono), não há neste pavimento o uso predeterminado
de cenas do trabalho agrícola como personificação
das estações do ano. As estações do ano aparecem
no mosaico representadas em sua forma habitual: putti sobre animais selvagens.
Estações do ano e trabalhos agrícolas surgem também
no citado pavimento norte-africano de El Jem (fig.3). O pavimento possui
dezesseis painéis, sendo que três deles retratam atividades
rurais. As cenas agrícolas figuradas mostram dois trabalhadores
que num quiosque servem bebida a um terceiro (mês de junho), um
trabalhador carregando favas (mês de julho), trabalhadores pisoteando
uvas (mês de setembro). Oito painéis com cerimônias
religiosas e um painel relacionado a um evento político, quando
articulados aos painéis com atividades rurais dão sentido
ao conjunto do pavimento, que visa retratar o ciclo anual: mamuralia (março),
veneralia (abril), festa em homenagem a Mercúrio (maio), festa
em honra a deusa Diana (nascimento da deusa, celebrado em 13 de agosto),
nascimento de Alexandre Severo (outubro), festival de Ísis (novembro)
saturnalia (dezembro), deus Lares (janeiro), lupercalia (fevereiro).
O aspecto realista do pavimento de El Jem não aparece somente nas
cenas retratadas nos painéis. Três estações
do ano apresentam-se neste mosaico sob a forma de figuras masculinas que
executam atividades agrícolas: a primavera por um homem que carrega
uma cabra, o verão por um homem que leva em seu ombro direito um
feixe de trigo e em sua mão direita uma foice, o inverno por um
homem que carrega animais abatidos (patos e lebre). Somente a figura do
outono não está diretamente relacionada à atividade
agrícola. O personagem com uma coroa de folhas de videira pode
fazer alusão a um culto ou, conforme a descrição
de Slim[2], representar um jovem sátiro.
Convém observar que na esfera da representação de
cenas realistas, os pavimentos norte-africanos com temas rurais no decorrer
do século III d.C., muitas vezes perderam espaço para as
cenas com figurações de jogos de anfiteatros, que, como
já foi dito, conferiam grande prestígio à elite que
os financiava. No século IV d.C., a temática dos pavimentos
com cenas rurais foi retomada, embora com aspectos diferenciados: os edifícios
ganharam a forma de unidades rurais fortificadas como bem o demonstra
o famoso mosaico do Dominus Julius (fig.4), que retrata uma agricultura
que ruma para o tipo senhorial. No mosaico, a villa aparece enquanto figura
central e ao redor aparecem as atividades que nela ocorrem (agricultura,
caça) e os que nela habitam (camponeses e senhores). A figura do
trabalhador e sua atividade integram-se aos demais elementos do painel
de modo inovador: o objetivo não é dar realce às
atividades que ocorrem, mas ao poder dos proprietários do local
durante todos os ciclos do ano.
2- A PASSAGEM DO TEMPO, O PODER E A PROSPERIDADE
No mosaico do Dominus Julius há uma perfeita correlação
entre o trabalho agrícola e as estações do ano: camponeses
junto às olivas (inverno), trabalhador com cesto de rosas (primavera),
trabalhador com cesto repleto de uvas (outono) e pastor junto à
plantação de trigo (verão). Animais e cestos com
rosas, uvas e olivas são ofertados aos proprietários do
local, de modo a endossar seu poder em todas as épocas. As figuras
são, simultaneamente, alegorias das estações e personagens
integrantes da vida na domus, cientes da importância de seus senhores.
O senhor Julius e sua esposa são retratados com finas vestes e
de modo a se sobressaírem em relação aos demais personagens.
A posição e modo de retrato das figuras atuam como “emblema”
de um grupo de elite. Na parte superior do painel, a senhora da domus
é figurada sentada num banco e se abanando com uma espécie
de leque. Na imagem inferior do mosaico, a senhora aparece numa atitude
que deliberadamente imita as representações da toalete de
Vênus: a serva oferece à senhora um colar retirado da caixa
de jóias. A roupa, provavelmente de seda pela fina textura que
apresenta, e o diadema em sua cabeça atestam riqueza. Aos pés
da senhora aparecem peixes que podem ter um sentido “profilático
e de talismã”[3], mas que também
podem estar relacionados às imagens da Vênus Marinha. O proprietário
da domus aparece igualmente retratado de modo imponente - na parte central
do painel sobre um cavalo e na parte inferior num banco que se encontra
sobre uma base (de modo a marcar a diferença de status). Ele veste
uma majestosa túnica e estende sua mão para receber um pergaminho
no qual seu nome encontra-se grafado – IV (lio) DOM (ino).
O poder dos proprietários não se expressa somente nas imagens
das atividades realizadas na domus, mas no seu retrato em meio à
opulência circundante. Assim como o retrato do patrocínio
aos jogos de anfiteatro no século III d.C. tinha a intenção
de colocar em voga a grandeza do nobre no financiamento de tais atividades,
o mosaico do Dominus Julius, retrata um momento durante o final da Antigüidade
no qual novamente cenas rurais aparecem figuradas, porém ressignificadas:
o nobre e sua propriedade se fazem representar de modo grandioso e as
estações do ano (representadas pelos trabalhadores rurais)
marcam esta prosperidade.
Não somente no mosaico do Dominus Julius as estações
do ano estão figuradas de modo não habitual. Modificações
nas formas compositivas das estações do ano também
encontram-se presentes em outro mosaico do século IV d.C. (embora
não tenham sido utilizadas com o propósito de afirmação
de status, tal qual no mosaico do Dominus Julius). No mosaico norte-africano
da região de La Chebba (fig.5) que possui a imagem do deus Netuno
enquanto figura central, os trabalhos agrícolas personificam as
estações do ano. À primeira vista, o esquema das
representações das estações parece tradicional:
o recolhimento de olivas como atividade invernal, a vindima como outonal,
o cesto de rosas como primaveril e o recolhimento do trigo como atividade
de verão. No entanto, o exame da totalidade do pavimento expõe
suas singularidades: a figura de Netuno como principal, indiretamente,
realça a importância do mar. Mar e terra estariam, assim,
interligados numa representação em parte mitológica
e em parte realista. No caso específico do Norte da África,
há um grande número de pavimentos com representações
marinhas, o que coloca em relevo a importância da pesca e do comércio
marítimo para o enriquecimento da região.
3- A REPRESENTAÇÃO DAS CORRIDAS DE CARRO, O TEMPO
CÍCLICO E O TEMPO ETERNO
Além das representações com temas agrícolas,
o cíclico e o eterno também estão presentes de modo
indireto em iconografias que retratam as corridas de carro, bem como no
significado atribuído ao seu desenrolar. No mundo romano as corridas
de carro, as encenações teatrais, o combate entre gladiadores
e entre venatores e animais, eram bastante apreciados pela população.
Nas corridas de carro, os competidores organizavam-se em facções
e, embora em Roma as mais conhecidas fossem a vermelha e a branca, no
começo do século I d.C. duas outras apareceram: a verde
e a azul. Estas quatro facções atuaram até o início
do século II d.C., quando a facção azul integrou-se
à vermelha e a verde à branca. A permanência da representação
das quatro facções em mosaicos gauleses e africanos dos
séculos III e IV d.C., demonstra que as quadrigas foram utilizadas
com o propósito de simbolizar as estações do ano:
verde (primavera), vermelha (verão), azul (outono), branca (inverno).
Com relação às corridas, há que se lembrar
que vários hipódromos foram construídos em todo Império
Romano, cujos graus de elaboração diferiam “de acordo
com a importância das cidades”[4]. No Norte
da África, o hipódromo de Douga era bastante conhecido por
sua relevância enquanto um local onde se realizavam as competições.
Na Palestina, os hipódromos erigidos por Herodes seguiam o esquema
romano, o que estava de acordo com o propósito deste governante
de realizar construções num estilo ocidental, pois sua política
visava promover uma aproximação com o poder romano. Um exemplo
é o hipódromo de Cesaréa Marítima, assim como
o de Jerusalém e Jericó.
No caso da Palestina, houve uma importante conexão entre o tempo
divino e o tempo do acontecimento da corrida em si. Isto porque na inter-relação
cultural entre judeus e romanos foi estabelecido um paralelismo entre
as corridas de carro e certos aspectos da religião judaica. A palma
da vitória dada ao auriga (condutor do animal) vencedor era comparada
à lulav (símbolo religioso judaico cuja imagem é
a de uma palma amarrada por uma fita) e a fase anterior à corrida,
assim como o decorrer de sua realização ao momento em que
“o julgamento de Deus era aguardado – no qual existiam somente
incertezas”[5]. Isto de algum modo atenuava o caráter
profano das corridas de carro, vistas como uma atividade pertencente a
um povo pagão e que deveria, portanto, ser evitada pelos judeus.
Mosaicos romanos das províncias da Gália e do Norte da África
figuram cenas de corrida e imagens de aurigas famosos. Mosaicos gauleses
e norte-africanos, no entanto, demonstram mais uma vez que as estações
do ano não apenas podem aparecer em suas formas tradicionais (bustos
femininos que portam atributos das estações que representam)
mas também sob a forma das faccões de corrida. Num mosaico
gaulês (fig.6), a imagem da Vênus marinha dentro de uma concha
aparece como figura principal. As imagens dos aurigas e quadrigas aparecem
de forma secundária, representadas isoladamente em cada um dos
ângulos do painel. A disposição dos aurigas ao redor
do grande painel circular, objetiva simular uma “corrida”.
Há uma cena de desastre durante a disputa (lado inferior esquerdo)
na qual cavalos aparecem caídos no chão e um auriga tenta
levantá-los. As duas quadrigas dos ângulos superiores do
painel surgem retratadas em plena corrida e no ângulo inferior direito
do painel, um auriga segura uma coroa de louros e uma palma da vitória,
marcando seu êxito na competição. Ao lado deste último,
aparece um número (CLXXVI) que provavelmente se refere ao prêmio
pela vitória, calculado em milhões de sestércios.
A inscrição no pavimento da quantia do prêmio destinado
ao auriga denota uma aproximação ao real. A presença
da imagem de Vênus junto a dos competidores deve-se ao fato desta
divindade ser protetora das corridas de carro. Mitológico e cotidiano
aparecem, portanto, entrelaçados.
No mosaico gaulês, a articulação da figura dos aurigas
com as imagens das estações do ano pode estar ligada ao
aspecto circular que o pavimento de certo modo sugere - a corrida que
se repete ao redor do medalhão central, tal qual as estações
infinitamente se sucedem. A presença dos erotes e do centauro no
mosaico não é clara, na medida em que estes seres são
geralmente representados junto a Dioniso. O que se pode cogitar é
que centauros e panteras controladas por erotes são imagens que
sugerem a idéia de força e ao mesmo tempo necessidade de
domínio (tal qual o do auriga sobre os cavalos durante a corrida).
Outra hipótese, é a de que os erotes, por freqüentemente
acompanharem as figurações de Dioniso, remetem indiretamente
à influência do deus, que era uma divindade protetora dos
jogos de anfiteatro.
Um mosaico norte-africano, pertencente ao século IV d.C. (fig.7),
mostra a imagem do auriga (com a palma da vitória em sua mão
esquerda e um chicote na direita) enquanto figuração principal
dentro do medalhão central. Em quatro painéis retangulares,
com menores dimensões que o painel central, surgem imagens de cavalos
vencedores, com a inscrição de seus nomes: Pantarcvs, Avrevs,
Terdiacvs, Mapsaeron. Parte do painel central encontra-se danificado,
não permitindo a identificação do auriga pelo seu
nome. Os animais podem figurar tanto os quatro cavalos de uma mesma quadriga
vencedora quanto representar (tal qual no mosaico gaulês) as estações
do ano.
4- CONCLUSÃO – MOSAICO E TEMPO
Slim[6], relata que os temas referentes ao tempo são
bastante freqüentes nos mosaicos norte-africanos e que isto se deve
ao seu valor simbólico e popularidade: evocam tanto o tempo eterno
quanto o tempo marcado pela periodicidade da natureza, exprimindo a harmonia
do universo e a renovação perpétua dos seres. Outro
aspecto realçado pelo autor é o da propaganda imperial:
o Império romano seria eterno e constantemente renovável,
tal qual os ciclos cósmicos e a sucessão das estações.
O deus Aion, senhor do tempo eterno, surge retratado num mosaico norte
africano de El Jem (fig.1) enquanto figura central, ladeado por Apolo
(Sol), Ártemis (Lua) e pelas figuras das estações
do ano. Esta divindade opunha-se a Chronos: tempo relativo, conectado
aos acontecimentos e destinos humanos.
O tempo relativo igualmente possui importância. Outro pavimento
de El Jem (fig.8) mostra a representação do tempo relativo,
personificado neste caso por Annus, ou o gênio do Ano (portando
uma coroa de flores e frutos), igualmente circundado pelas quatro estações.
Também há a presença de quatro pequenos gênios
e bacantes com cestos em suas cabeças, nos quais estariam oferendas
rituais (cobertas por um pano). As bacantes possuem em suas mãos,
objetos característicos das estações que representam:
a da primavera segura uma coroa de flores, a do verão um cacho
de uvas, a do outono um frasco de perfume e a do inverno um pequeno vaso.
Cabeças do deus Oceano, das quais saem ramagens de acanto, ornamentam
o painel e podem significar a junção entre a abundância
proporcionada pelas águas e a fertilidade da terra.
O tempo relativo e o universal, o imutável e o constantemente renovado
marcam presença nos mosaicos antigos. Em alguns mosaicos, o registro
da passagem do tempo através das figuras de Aion e de Annus detém-se
na representação do tempo em si, sem a figuração
no painel de atividades cotidianas como a aradura da terra ou os jogos
de anfiteatro. Em outros pavimentos, a representação do
tempo é realizada em estreita conexão com os feitos humanos
denotando o ensejo de eternização do efêmero. O proprietário
de uma suntuosa villa rural deseja ver seu prestígio e a abundância
de sua residência perpetuados numa imagem que se utiliza indiretamente
das imagens das estações do ano.
Em outros mosaicos, cavalos das quatro facções personificam
as estações. O patrocínio de espetáculos populares
e o registro dos animais vitoriosos (que, por sua vez, também simbolizam
a passagem do tempo) marcam o status de indivíduos pertencentes
à elite que intencionam eternizar seus feitos ou os de seus eqüinos.
Aspirações particulares unem-se assim ao cosmológico
e ao simbólico e, conseqüentemente, aos múltiplos sentidos
do tempo no mosaico antigo.
NOTAS:
[1] De acordo com DUNBABIN, K. M. D. The mosaics of Roman North Africa:
studies in iconography and patronage. Oxford: Clarendon Press; Nova Iorque:
Oxford University Press, 1978, p.111, a composição em forma
de calendário teria suas origens no mundo helenístico, sendo
que no mundo romano as principais atividades religiosas foram gradualmente
alteradas quando não apropriadas à liturgia romana.
[2] SLIM, L. Temps éternel, temps cyclique in Sols de L’Afrique
romaine. Paris: Imprimerie Nationale, 1995, pp. 37-64.
[3] FANTAR, M. La mosaïque en Tunisie. Paris: CNRS, 1994, p.110.
[4] HARRIS, H. A. Sport in Greece and Rome. Ithaca, Nova Iorque: Cornell
University Press, 1972, p.91.
[5] WEISS, Z. “Adoting a novelty: the jews and the Roman games in
Palestine” in Journal of Roman Archaeology, vol. 2
suppl. nš31, pp.23-49,1999
[6] SLIM, L. Op.cit, p.37.
BIBLIOGRAFIA:
DUNBABIN, K.M.D. – The mosaics of Roman North Africa: studies in
iconography and patronage. Oxford: Clarendon Press; Nova Iorque: Oxford
University Press, 1978.
FANTAR, M. – La mosaïque en Tunisie. Paris: CNRS, 1994.
HUSKINSON, J. – “Looking for culture, identity and power”
in HUSKINSON, J. (ed.) – Experiencing Rome – culture, identity
and power in the Roman Empire. Londres: Routledge, 2000.
LANCHA, J. – Mosaïque et culture dans l’Occident Romain.
Roma: L’Erma di Bretschneider, 1997.
SLIM, L – “Temps éternel, temps cyclique” in
BLANCHARD-LEMÉE, M. Sols de l’Áfrique Romaine. Paris:
Imprimerie Nationale. 1995, pp. 37-64.
|
|
|